História da INICC Em 1998 o Dr. Víctor Rosenthal integra o grupo de médicos que redigem as Guias Nacionais de Controle de Infecções da Sociedade Argentina de Infectologia. Uma vez publicadas, observa-se que nos centros de saúde, geralmente, o médico infectologista não cumpre tais Guias: “as normas por si só no geram uma mudança na conduta da equipa de saúde”. Enquanto isso, as infecções hospitalares são medidas com uma metodologia baseada no modelo do CDC, Center for Disease Control and Prevention dos EUA. Ao comparar as taxas com seu correspondente americano, observa-se uma diferença de 5 para 1 acima daquele padrão. A partir desta realidade, surge a idéia de fazer Vigilância de Processo para monitorar o cumprimento das Guias. Por outro lado, a equipe da saúde argumenta que as infecções dos pacientes, se devem a fatores de risco. Então, adiciona-se a Vigilância de Resultados que permitirá detectar os fatores de risco específicos. Diante da resistência de diretores e gerentes para a aplicação desta metodologia, o Dr. Rosenthal inicia a medição de mortalidade extra, custos extra e outros custos relacionados com a extensão dos períodos de internação. Assim nasce o conceito de Custo Efetividade do Controle de Infecções Hospitalares, que chamará a atenção das áreas administrativas contábeis dos centros de saúde. | | | Em 1999 observa-se melhoras significativas nos primeiros resultados apresentados pela intervenção nos Processos e Resultados. Quer dizer, o cumprimento das Guias está associado à redução do índice de infecções hospitalares. Esta metodologia é oferecida e aplicada pelo Dr. Rosenthal em dois hospitais com resultados animadores. | | | Em 2000, integra-se um terceiro hospital ao processo de Vigilância. Os resultados são publicados em revistas e congressos | | | Em 2002, o Dr. Rosenthal é convidado a falar sobre este tema na Colômbia, México, Chile, Brasil, Peru e Turquia. Em todos esses países, os profissionais da saúde solicitam ser treinados na metodologia, enquanto que a Secretaria de Saúde de Bogotá, Colômbia, e a Subsecretaria de Inovação e Qualidade do México, requerem sua assessoria. É o ano do surgimento da INICC como Rede Internacional com a incorporação do México, primeiro país desde onde começam a informar hospitais e centros de saúde. | | | Em 2003, a tarefa de treinamento e informação ao redor do mundo é intensa, devido a uma demanda crescente na medida em que o Programa para o Controle de Infecções Hospitalares é difundido. A modalidade de divulgação itinerante, se manterá constante até a atualidade. Se juntam à INICC: Brasil, Colômbia, Peru, e Turquia. | | | Em 2004, Se juntam à INICC: Índia e Marrocos | | | Em 2005, A Joint Commission International convida a INICC a apresentar dados e a dividir a exposição com representantes do IFIC e da OMS, organizações que oferecem uma aliança à INICC para apoiar a Vigilância e Controle de Infecções nos hospitais de países com recursos limitados. O Dr. Rosenthal começa a trabalhar como revisor das Guias de Controle de Infecções da OMS. Se juntam à INICC: Filipinas e Croácia. | | | Em 2006, realiza-se a Publicação do primeiro estudo multicêntrico da INICC, na revista Annals of Internal Medicine, posicionando-se como padrão mundial para os países em vias de desenvolvimento. É o ano para a criação de Board da INICC. Se integram à INICC: Paquistão, Kosovo e Macedônia. | | | No ano de 2007 Começa a criação da FLIN, Fundação para a Luta contra as Infecções Hospitalares, com o objetivo de apoiar as atividades científicas da INICC. Se integram à INICC: República Oriental do Uruguai, El Salvador, Costa Rica, Líbano, Nigéria e Cuba. | | | |